Gaibéus PDF/EPUB å

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    Gaibéus PDF/EPUB å Redol, antes de escrever Gaib us, realizou um amplo trabalho de campo deslocou se repetidas vezes lez ria, chegou mesmo a instalar se no campo para recolher dados sobre o trabalho nos arrozais Os seus blocos de apontamentos cont m numerosas indica es t cnicas sobre o cultivo do arroz As pr prias rela es familiares lhe serviram de documento o pai de Redol era oriundo da regi o de origem dos gaib us Hoje Gaib us comummente aceite como o romance que marca o aparecimento do neo realismo em PortugalEis o mundo que Alves Redol nos apresenta no seu primeiro romance Hist ria da aliena o de uma comunidade de trabalhadores, ficamos a saber at que ponto s o explorados, e at que ponto essa explora o se deve falta de uni o com outras comunidades de jornaleiros Gaib us , assim, o romance do div rcio entre ganh es, uns procurando resgatar algumas bou as ou sulcos que ainda lhes pertencem, outros alheios ao que seja possuir qualquer chalorda ou mesmo canteiro Hist ria simb lica do embate de duas diferentes mentalidades, a desuni o entre gaib us e rabezanos triste e prof tico paradigma das oposi es, ainda hoje bem marcadas, entre os camponeses dos minif ndios e os dos latif ndios Redol acreditava que seria poss vel o casamento entre uns e outros quando descobrissem que a mesma fome os une disso exemplo simb lico a par bola dos quatro jovens rabezanos e dos tr s jovens gaib us Alexandre Pinheiro Torres."/>
  • 310 pages
  • Gaibéus
  • Alves Redol
  • Portuguese
  • 15 January 2017
  • 9722104594

10 thoughts on “Gaibéus

  1. Luís Miguel Luís Miguel says:

    Fa o quest o de escrever aqui a minha opini o, para mais tarde me relembrar porque gostei ou n o Escrevo o que gostaria de ler sobre um livro, como se recorrentemente tivesse que o comprar Sou parcial, no mais abonat rio poss vel Posto isto, este livro muito bom, mas a sua leitura n o foi prazenteira nem gostei particularmente do que li.Gaib us um retrato, uma janela para o mundo dos trabalhadores rurais que migravam, nos meses de Ver o, para a monda ceifa do arroz e milho no Ribatejo dos Fa o quest o de escrever aqui a minha opini o, para mais tarde me relembrar porque gostei ou n o Escrevo o que gostaria de ler sobre um livro, como se recorrentemente tivesse que o comprar Sou parcial, no mais abonat rio poss vel Posto isto, este livro muito bom, mas a sua leitura n o foi prazenteira nem gostei particularmente do que li.Gaib us um retrato, uma janela para o mundo dos trabalhadores rurais que migravam, nos meses de Ver o, para a monda ceifa do arroz e milho no Ribatejo dos anos 20 e 30 distante, frio e duro, sem entusiasmar ou exaltar o que quer que seja Afigura se como uma c psula do tempo, onde quem a abrir tira as suas conclus es, adulteradas ao m nimo pelo autor.A perspectiva que esta escrita oferece assustadoramente realista, n o porque deslumbra para nos deixar de questionar se estamos a ser manipulados pelo escritor, mas porque o n vel de detalhe demasiado intenso para a fic o mais banal Repetindo como rajadas de vento, a mesma frase ou frases parecidas vai permeando o leitor rija epopeia dos gaib us, fazendo passar a imagem de cada cap tulo As personagens s o definidas ao m nimo nas suas caracter sticas humanas d lhes nomes e esconde lhes a face para real ar a sua fun o no quadro , como se dizendo podia ser qualquer um de n s.Talvez os nossos av s ou bisav s tenham sofrido esta vida Contudo, ainda hoje existem epis dios de explora o laboral, que lembram a escravatura e esta poderia ser a sua reportagem Redol faz de jornalista, de c mara e altifalante largo na sua difus o e g lido no relato, para lembrar quem est sentado na poltrona a ler, do pobre que trabalha todo o dia l fora Conhe o e sou humano o suficiente para estar consciente desta realidade, se bem que n o a vivendo, senti a bastante pr ximo


  2. Helena Helena says:

    Opini o publicada em As Horas que me preenchem de prazer.Durante esta leitura lembrei me v rias vezes de Esteiros de Soeiro Pereira Gomes que, por m, conseguia ser mais suave na linguagem, mas igualmente cru nas realidades apresentadas o trabalho infantil.J Alves Redol opta por nos falar dos gaib us o povo que se resigna a migrar das suas terras at s lez rias do Ribatejo para a ceifa do arroz e a retornar a casa quando esta termina Assim, seguindo a linha neo realista, o colectivo Opini o publicada em As Horas que me preenchem de prazer.Durante esta leitura lembrei me v rias vezes de Esteiros de Soeiro Pereira Gomes que, por m, conseguia ser mais suave na linguagem, mas igualmente cru nas realidades apresentadas o trabalho infantil.J Alves Redol opta por nos falar dos gaib us o povo que se resigna a migrar das suas terras at s lez rias do Ribatejo para a ceifa do arroz e a retornar a casa quando esta termina Assim, seguindo a linha neo realista, o colectivo o protagonista e as personagens que surgem s o representativas de cada mal que se pretende criticar o retrato de um grupo de camponeses, explorado, sujeito a condi es extremas a todos os n veis fome, doen a, clima, insalubridade, aus ncia de privacidade, desgaste f sico extremo Nos casos das mulheres encontra se a agravante de serem vistas como meros objectos sexuais, inapreci veis ap s a desonra.A hist ria n o segue uma personagem em particular mas v rias, expondo os seus anseios e receios Rosa que, escolhida pelo patr o, n o mais pode fugir ao ass dio a que sempre foi sujeita a Ti Maria, v tima de mal ria, s mbolo do abandono a que os idosos s o votados ap s deixarem de ser considerados for as de trabalho o par de aspirantes a emigrantes que, h pelo menos tr s anos, sonham partir e pedem conselho ao ceifeiro rebelde, aquele que j correu mundo e n o conseguiu riqueza, apenas desilus o pelo mal e crueldade entre os homens.Por outro lado, o patr o Agostinho representa o chefe explorador, para o qual os assalariados s o meras ferramentas, chegando ao ponto de escolher, de entre as mulheres, as que considera aptas satisfa o dos seus caprichos, logo dispensadas ap s o fim das colheitas Dono e senhor, Era preciso pressa cada vez mais pressa , sempre que se aproximava Impressionante pelo realismo, julguei sentir o pulsar dos cora es dos camponeses, esbraseados pelo sol na ceifa inclemente, destitu dos de nimo na dureza das vidas, com Ambi es naufragadas, restos de alegrias e desditas O presente era amargo, t o doloroso como o passado Mas ali, naquele sil ncio, guardava sonhos de crian a, como se nunca tivesse entrado na vida e ainda a julgasse uma floresta de frutos de oiro.4,5 5


  3. João Pinto João Pinto says:

    Um grande retrato sobre as condi es de vida dos mais pobres na lez ria ribatejana dos anos 30 Este livro inicia o neo realismo portugu s Aconselha se a todos, especialmente os que procuram perceber as origens da esquerda agr ria em Portugal.


  4. Isabel Maia Isabel Maia says:

    Segundo os dicion rios, gaib us eram jornaleiros trabalhadores agr colas contratados que recebiam um determinado sal rio por dia da zona do Ribatejo ou da Beira Interior que trabalhavam nas ceifas ou nas mondas das Lez rias Nesta obra em particular, Alves Redol conta a vida de um grupo destes jornaleiros que trabalhavam na monda do arroz numa das lez rias do Ribatejo Homens e mulheres que vinham de outras terras, como alugados para um trabalho duro, de sol a sol, e de parcos ganhos Toda a n Segundo os dicion rios, gaib us eram jornaleiros trabalhadores agr colas contratados que recebiam um determinado sal rio por dia da zona do Ribatejo ou da Beira Interior que trabalhavam nas ceifas ou nas mondas das Lez rias Nesta obra em particular, Alves Redol conta a vida de um grupo destes jornaleiros que trabalhavam na monda do arroz numa das lez rias do Ribatejo Homens e mulheres que vinham de outras terras, como alugados para um trabalho duro, de sol a sol, e de parcos ganhos Toda a narrativa retrata com um realismo cruel o modo de vida dos gaib us, que ganhavam o seu sustento na poca das mondas do arroz Os maus tratos, as m s condi es de trabalho, a explora o nua e crua, o abismo social entre o propriet rio e o assalariado, a resigna o e passividade de uns e a consci ncia e ang stia de outros, s o o tema desta obra de um escritor portugu s que est algo esquecido.Mais um escritor portugu s que eu desconhecia e que me agradou bastante Apesar de ser uma hist ria dura e cruel, como referi em cima, n o deixa de ser uma narrativa bem constru da e que se l bastante bem, apesar do registo da oralidade que Redol lhe imprimiu, registo esse que pode n o ser t o familiar para a maioria das pessoas Este , sem d vida, um livro que eu recomendo, um pouco como um alerta para as situa es de escravid o que ainda hoje se verificam, em pleno s culo XXI, e que deveriam estar banidas, por for a de sermos de facto pessoas e na es civilizadas, e n o resqu cios dos v cios do passado


  5. Vida Mulher aos 40 Vida Mulher aos 40 says:

    Este livro publicado inicialmente em 1939 surpreendeu me Iniciei a primeira p gina e considerei se ainda compreenderia portugu s, ou se estaria este livro escrito noutra l ngua que n o domino Uma cadeia de nomes comuns e coletivos para mim desconhecidos, acompanhados por verbos por mim nunca antes vistos Apesar do susto inicial continuei a leitura Aos poucos os nomes e verbos foram ganhando significado, pois Alves Redol descreve nos em detalhe, o modo de vida perdido no tempo, de jornaleiros Este livro publicado inicialmente em 1939 surpreendeu me Iniciei a primeira p gina e considerei se ainda compreenderia portugu s, ou se estaria este livro escrito noutra l ngua que n o domino Uma cadeia de nomes comuns e coletivos para mim desconhecidos, acompanhados por verbos por mim nunca antes vistos Apesar do susto inicial continuei a leitura Aos poucos os nomes e verbos foram ganhando significado, pois Alves Redol descreve nos em detalhe, o modo de vida perdido no tempo, de jornaleiros que se dirigiam ao Ribatejo para a apanha do arroz.Este livro foi uma verdadeira viagem a um tempo perdido sobre o qual nada conhecia Terminei a leitura mais rica Conheci viv ncias que nem adivinhava terem existido, enriqueci em muito o meu vocabul rio na l ngua portuguesa, com palavras que apesar de fazem parte da l ngua, nunca as tinha visto utilizar divertido, ap s terminar o livro, voltar primeira p gina e conseguir ler e compreender tudo o que l est escrito.Deixo o desafio de lerem Gaib us de Alves Redol


  6. Margarida Margarida says:

    Em 2014, o jornal P blico, em parceria com A Bela e o Monstro, Edi es, lan ou uma colec o de livros proibidos pelo Regime, sendo o primeiro volume Gaib us Li, ent o, a reprodu o da primeira edi o, de autor, publicada em dezembro de 1939 e editada pela Livraria Portug lia Lisboa com algumas gralhas e erros, sinalizados em Erratas pelo autor As que a revis o deixou passar, o leitor as corrigir Gaib us, os trabalhadores sazonais que v o trabalhar nos arrozais do Ribatejo, naquelas Em 2014, o jornal P blico, em parceria com A Bela e o Monstro, Edi es, lan ou uma colec o de livros proibidos pelo Regime, sendo o primeiro volume Gaib us Li, ent o, a reprodu o da primeira edi o, de autor, publicada em dezembro de 1939 e editada pela Livraria Portug lia Lisboa com algumas gralhas e erros, sinalizados em Erratas pelo autor As que a revis o deixou passar, o leitor as corrigir Gaib us, os trabalhadores sazonais que v o trabalhar nos arrozais do Ribatejo, naquelas lez rias imensas, e como a sua for a bra al e as condi es terr veis de sobreviv ncia durante a ceifa contrasta com a boa vida do patr o, que tamb m aproveita para explorar as jovens mulheres.Um exemplo do neo realismo, traduzindo as desigualdades sociais e a explora o do trabalho


  7. Edgar Almeida Edgar Almeida says:

    Por vezes torna se dif cil de ler sem um dicion rio ao lado, devido aos termos empregados pelo autor, mas ap s se dominar a escrita do autor, o retrato cru da vida dos Gaib us salta das p ginas levando nos a sentir as dores e preocupa es daquelas gente de um passado, n o t o distante.


  8. Madame Leitura Madame Leitura says:

    O livro tem uma cr tica social e tal, mas nossa, muito chato de ler O t dio domina.


  9. Vítor Vítor says:

    Apenas uma nota sobre a edi o Eu adoro livros de bolso, pelo peso e tamanho, e rapidamente me tornei f da Bis Leya, mas esta capa pavorosa Podiam ter antes recuperado a ilustra o da velha edi o da Europa Am rica, essa sim bel ssima Pena tamb m n o terem apostado em notas de rodap , as editoras portuguesas parecem ser al rgicas, mas com tanto vocabul rio agr cola, regional e arcaico, seriam muito apreciadas e facilitariam a leitura deste cl ssico fundamental.


  10. Gcardoso Gcardoso says:

    Gostei porque est muito bem escrito e o retrato dos gaib us muito bem conseguido Acho que n o gostei mais porque na minha opini o o vocabul rio utilizado pelo autor chega a ser pretensioso Parece me existir um exagero na utiliza o de palavras menos comuns, o que n o seria problema, se eu n o sentisse que por vezes um estilo for ado, o que torna o livro entediante em algumas passagens.Se calhar tinha uma expectativa demasiado elevada em rela o a este livro.


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Gaibéus✈ [PDF / Epub] ✅ Gaibéus By Alves Redol ✸ – Larringtonlifecoaching.co.uk O romance Gaib us foi publicado pela primeira vez em o ponto de partida da obra romanesca de Alves Redol Mas tamb m o ponto de chegada de uma longa reflex o do autor sobre o significado e o papel da O romance Gaib us foi publicado pela primeira vez emo ponto de partida da obra romanesca de Alves Redol Mas tamb m o ponto de chegada de uma longa reflex o do autor sobre o significado e o papel da arte, o primeiro edif cio do programa de uma literatura nova Dessa reflex o de Redol ficou uma s rie de artigos publicados em jornais de Vila Franca de Xira, onde vivia Vida Ribatejana entreee Mensageiro do Ribatejo entreeDe destacar ainda a confer ncia sobre arte, proferida em Vila Franca emFiel ao seu ide rio, Redol, antes de escrever Gaib us, realizou um amplo trabalho de campo deslocou se repetidas vezes lez ria, chegou mesmo a instalar se no campo para recolher dados sobre o trabalho nos arrozais Os seus blocos de apontamentos cont m numerosas indica es t cnicas sobre o cultivo do arroz As pr prias rela es familiares lhe serviram de documento o pai de Redol era oriundo da regi o de origem dos gaib us Hoje Gaib us comummente aceite como o romance que marca o aparecimento do neo realismo em PortugalEis o mundo que Alves Redol nos apresenta no seu primeiro romance Hist ria da aliena o de uma comunidade de trabalhadores, ficamos a saber at que ponto s o explorados, e at que ponto essa explora o se deve falta de uni o com outras comunidades de jornaleiros Gaib us , assim, o romance do div rcio entre ganh es, uns procurando resgatar algumas bou as ou sulcos que ainda lhes pertencem, outros alheios ao que seja possuir qualquer chalorda ou mesmo canteiro Hist ria simb lica do embate de duas diferentes mentalidades, a desuni o entre gaib us e rabezanos triste e prof tico paradigma das oposi es, ainda hoje bem marcadas, entre os camponeses dos minif ndios e os dos latif ndios Redol acreditava que seria poss vel o casamento entre uns e outros quando descobrissem que a mesma fome os une disso exemplo simb lico a par bola dos quatro jovens rabezanos e dos tr s jovens gaib us Alexandre Pinheiro Torres.


About the Author: Alves Redol

Cedo come ou a trabalhar dada a natureza modesta da sua fam lia Parte para Angola, aos anos, procurando melhores condi es de vida, regressando a Portugal tr s anos depois Junta se ao Movimento de Unidade Democr tica MUD , que se opunha ao regime do Estado Novo, e filia se no Partido Comunista, escrevendo artigos no jornal O DiaboIntroduziu o neo realismo em Portugal com o romance Gaib us , nome dado aos camponeses da Beira que iam fazer a ceifa do arroz ao Ribatejo, em meados do s culo XX Da em diante sua obra revela uma grande preocupa o social, velada ainda assim, dada a censura e persegui o pol tica movida pelo regime de Salazar aos oposicionistas, e mormente aos simpatizantes do PCP, como era o caso Chegou mesmo a sofrer pris o pol tica tendo sido torturadoSeu ltimo romance, Barranco de Cegos, de , considerado sua obra prima e afirma sua nova fase, em que a interven o pol tica e social posta em segundo plano, dando lugar a um centramento nas personagens e na sua evolu o psicol gica, de cariz existencial.